Fonte: Jornal "O Jogo" de 2 de Agosto de 2012
Um lider, entre vários atributos, é aquele que consegue ser humilde e confiante.
Ora, o técnico dos encarnados, já todos o sabemos, é um homem desprovido daquelas qualidades essenciais que, à sua falta, pouca folga lhe dão para se impor perante o grupo e muito menos como referencial aos jogadores avermelhados.
Há muito que ex-jogadores deste treinador se têm vindo a manifestar, acusando-o de mau gestor de recursos humanos e, sobretudo da sua insensibilidade.
As cenas a que já nos habituamos, por via das televisões e dos jornais, são a eloquência do seu carácter e, concomitantemente, da forma arruaceira como se comporta e se move no futebol e de certa maneira justificam os anticorpos que grassam no seio do plantel benfiquista que são visiveis, ainda que tentem ofuscá-los.
Desta vez, conforme as imagens publicadas no jornal "o Jogo", e, usando a sua imagem de marca quando perde, ou não ganha, a vítima foi Ola John. Desabridamente, de dedo em riste, arrogantemente, em público e à vista de milhares de olhos, humilha o seu jogador. É de mais para um jovem que vai certamente recordar-se sempre deste episódio como uma mancha na sua carreira.
Nos muitos anos que já levo de futebol, não me recordo de ter assistido a espectáculo semelhante.
De resto, Jorge Jesus deixou muitos rabos de palha pelos clubs por onde passou em termos de recursos humanos, piorando o seu comportamento desde que chegou ao clube da segunda circular, julgando-se com o "rei na barriga", o mais dotado e o mestre da táctica, como tentaram impingir, o que não é de espantar quando se lida com os maus exemplos de Filipe Vieira, Rui Gomes da Silva, Silvio Cervan, Pedro de Vascocelos e quejandos.
Nos ultimos anos, sempre que o Futebol Club do Porto entra em fase de substituição da equipa técnica o nome deste treinador aparece sempre referenciado como o mais candidato ao lugar. Se, por mera hipótese, um dia Jorge Jesus viesse a liderar a equipa técnica do meu club, só me restava engolir um sapo vivo.
José Xavier