segunda-feira, 3 de outubro de 2011

POBRES E RICOS

Primeiro notícias dos pobres:

FC PORTO

Publié le 29-09-2011 dans Officielles

Nonobstant le fait que les transferts de nos joueurs Steven DEFOUR et Eliaquim MANGALA datent de la mi-août, nonobstant plusieurs rappels, le club tenant du titre de l’Europa League et Champion en titre du Portugal n’a toujours pas respecté ses obligations financières envers le STANDARD DE LIEGE.

La Direction de notre Club regrette que le FC PORTO après avoir bénéficié de la compréhension du STANDARD DE LIEGE pour le choix sportif de deux de ses joueurs ne veille pas ensuite à mettre un point d’honneur à l’apurement de la dette de transfert.

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Desculpem ! Tem a certeza que esta “notícia” não foi escrita pelo Dr. Mário Soares? É que pelo “françoguês” utilizado, parece…

Ou então pelo Nuno Luz, repórter avençado da MARCA… que costuma enviar mentiras sobre jantares com árbitros.

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Agora notícias dos ricos:

A imobiliária do presidente do Benfica, a Promovalor, vai investir cerca de 120 milhões de euros num projecto no Brasil, o primeiro da empresa fora de Portugal.

A obra, que resulta de uma parceria com a brasileira Odebrecht, está avaliada em 200 milhões de euros e integra apartamentos, escritórios, um centro comercial e um hotel de cinco estrelas.

Segundo o acordo, o investimento de 150 milhões de euros no condominio, nos escritórios e no shopping será participado em 51% pela empresa brasileira e em 49% pela Promovalor. O hotel, que custará cerca de 50 milhões de euros, é um investimento 100% da empresa portuguesa, explicou ao Dinheiro Vivo o administrador, Tiago Vieira.

domingo, 2 de outubro de 2011

Superstições

Olá a todos.

Espero que tenham tido uma boa semana e que tenham conseguido digerir o repasto que nos serviram em S. Petersburgo. Confesso que ainda estou com uma certa azia...

Mas a crónica de hoje não é sobre a actualidade, mas sim sobre superstições no futebol. Como sabem, há as mais diversas desde o benzer antes de entrar em campo, entrar com o pé direito ou quando isto não era suficiente, sapos eram enterrados atrás das balizas. Ter bruxos por perto também foi moda ou então ter bruxos treinadores, como era conhecido anteriormente JJ. Já mostrou a sua competência ao vaticinar os 5-0 que levou aqui no Dragão...

Sou absolutamente céptico a cerca de tudo que tenha que ver com bruxedos, rezas ou mau olhado. Acho o sobrenatural nada mais do que folclore, mas como em tudo na vida há que respeitar quem acredita. No entanto, há um sítio em que sou altamente supersticioso. No Dragão agora e antigamente nas Antas. Entrava sempre pelo mesmo torniquete (muitas vezes com fila e a do lado sem ninguém), sempre pela mesma porta, virava sempre à direita e sentava-me sempre no mesmo sítio.
De onde vem isto, perguntam vocês? Pois bem, tudo começou quando ainda ia para o camarote com o meu pai. Entrávamos sempre pela porta par, que ficava mesmo em frente ao nosso camarote, era sempre assim, como um ritual. Tudo foi diferente no dia 4 de novembro de 1987. Jogo em casa contra o Real, para a Liga dos Campeões e com o ceptro na mão, já depois de termos ido a Madrid perder absurdamente por 2-1, com uma roubalheira épica de um penalti sobre o Frasco que nos daria o 1-2. Ao chegar à entrada estava uma fila imensa para a entrada Par e ninguém na Ímpar. O meu pai diz-me: anda, vamos entrar pela Ímpar, dá no mesmo. Mas eu não estava muito à vontade com a coisa e disse que entravamos sempre por aquela, podia dar azar. Disse que não, que íamos chegar atrasados e lá entramos pela porta Ímpar. O certo é que, depois de estarmos a ganhar com um golo do Sousa, entrou um gajo chamado Valverde, marcou dois golos e decidiu a eliminatória. Nunca mais fez nada de jeito e nós ficamos a ver navios.
No entanto, a confirmação chegou num famigerado jogo contra a Sampdória, para os Quartos de final da Taça das Taças, na época 94/95. Fomos a Génova ganhar por 0-1 e jogávamos em casa a segunda mão. A passagem às meias era praticamente certa. Baia, Iuran, Kulkov, Domingos, Paulinho Santos, Latapi... Enfim, jogávamos muito e bem. Nesse dia, todo engalanado, lá vou para a Arquibancada, entrada Norte, quando vejo que as portas estavam fechadas e teria de ir para a parte de baixo, bancada portanto, porque em cima estaria reservado para os italianos. Para além de ter ficado fora do meu sitio, coisa que ainda hoje me deixa podre, ainda tive de levar com todo o género de objectos, e não só, vindos da parte de cima. Quanto ao jogo, os italianos marcaram o 0-1 e aguentaram até ao final. Sem golos no prolongamento, fomos a penaltis onde perdemos 3-5 com Latapi a falhar o penalti decisivo.

Resumindo e concluindo: " Yo no creo en brujas, pero que las hay, las hay!"

Um abraço todos e até à próxima semana

GRossi

sábado, 1 de outubro de 2011

O Adepto

Ser adepto de um clube, é ser um seguidor, um sectário, um admirador, é principalmente ser um apaixonado pelo seu símbolo. Sim amigos e amigas símbolo, aquilo pelo qual é representado o FCP neste caso específico. Eu posso admirar muito o nosso fundador António Nicolau d'Almeida e o seu seguidor e impulsionador do projecto o José Monteiro da Costa. Posso orgulhar-me do presidente que temos Jorge Nuno Pinto da Costa, posso ter saudades do eterno José Maria Pedroto, do Madjer, do Fernando Gomes, do Kostadinov e tantos outros que passaram por esta família, mas uma coisa vos posso dizer como uma das maiores certezas da minha vida, por nenhum deles nutro um sentimento tão forte como aquele que sinto pelo meu símbolo, o amor ao meu clube.
Esta minha introdução é o reflexo de um estado de espírito que me avassala cada vez que ouço um adepto do FCP a exigir a demissão do treinador por três jogos menos felizes. Concordo com todos os que exigem e esperam mais de uma equipa que nos últimos vinte anos nos habituou a ganhar quase tudo, mas dou por mim a pensar, não serão estes jovens adeptos na sua maioria, adeptos de festa? Será que o FCP continuava a encher o estádio, se estivesse cinco anos sem ganhar o campeonato? Ora aqui está uma pergunta à qual não desejo obter a resposta.
O adepto tem, na minha maneira de ver, que apoiar sempre as pessoas que servem o nosso símbolo, porque ao fazê-lo estão a demonstrar o amor que sentem por ele. Claro que podemos criticar uma ou outra decisão, claro que podemos discutir tácticas e opções, mas em caso algum nos podemos esquecer que mesmo que as coisas de momento não estejam a correr bem, no dia que se segue a um jogo menos conseguido, o nosso amor por este clube vai continuar igual e com a mesma força. Temos de acreditar e respeitar as pessoas que trabalham na nossa casa até ao último dia e não compactuar com supostas “crises”e “calúnias”. Para isso já basta alguma “imprensa desportiva” que de há uns anos a esta parte não tem feito outra coisa.
Quero acreditar que independentemente da faixa etária, somos todos adeptos verdadeiros, e não adeptos de festa, adeptos só de vitórias.

Carla Costa