quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A Lei de Ohm - Vozes de Burro vs. Vozes de gajos como Eu!

Eles tentam... Mas não voam... :-D
Bom dia amigos e anónimos que estão um pouco mais felizes e confiantes, embora ainda relutantes quanto ao que podemos fazer.

Primeiro queria deixar aqui o meu protesto em relação à nova estrutura painelistica do Blog... Tenho de protestar pois o amigo que publica na terça consegue, como por artes magicas, ler o meu pensamento e escrever o que sinto em relação ao que passa durante a semana. Em relação a tudo... Os assobios ao VP aquando da substituição do Defour, as palavras chave "carácter, personalidade, garra, ambição"... Bem... Assim não pode ser Pedro Emanuel... :-)

Muito bom e muitos parabéns!

Agora a minha Lei:

Diz o ditado que "Vozes de Burro não chegam aos Céus" mas as de gajos bonitos, inteligentes, espirituosos e extremamente eloquentes parece que chegam a algum lado!

Estou a falar obviamente de mim...
Eu sou...
Tive um post de raiva, tristeza e desanimo na semana passada. Disse, e repito, que não tinha visto brio no trabalho dos nossos jogadores. Que não tinha visto empenho no desempenho da sua profissão... E... Nesse mesmo dia eles responderam com querer, entreajuda e... Empenho... Devem ter lido a Lei de Ohm no hotel antes de partirem para o estádio ou então o VP leu-lhes durante a palestra anterior ao jogo. Sim porque eu sei que todos eles lêem a Lei e que o VP é seguidor do Mundo Azul e Branco. Domingo voltaram a entrar com garra e Hulk. Hulk é grande!

Está melhor meninos... Mas a malta do Dragão é exigente... "Querem opera e goleada... Mesmo que só dê 3 pontos" como diz a musica!!

Mas depois temos as vozes de Burro... Das que são ouvidas por milhares mas que não chegam a lado nenhum... Das que falam tanto mas o máximo que atingem é o nível mínimo de volume do som da TV...
O Valdemar e o Outro manhoso que não digo o nome...
Eu no estádio não tive a precessão correcta do Zurrar estridente de determinado animal... Mas pelos comentários em tempo real que ia recebendo dos amigos que estavam no sofá... Deve ter sido de bradar aos Céus... E imagino que todas essas almas indignadas e agredidas intelectualmente por esse quadrúpede encarnado enquanto bradavam aos Céus devem ter exclamado:

Oh Senhor... Ainda não soltaram o Guarda Abel, o Boby e o Tareco neste gajo???

E pelos vistos... O Senhor ouviu... E soltou-os...
Faz crescer o que Deus não te deu... E carácter também...
Sou contra a violência, mas existem excepções... E o meu pai sempre me disse que uns estalos bem dados nas alturas certas fazem fortalecer o carácter...

E eu acredito que nunca é tarde para fazer fortalecer algo... Mesmo que o tenhamos que fazer nascer primeiro...

Penso eu de que...

Recomendo a leitura disto!!!

Até para a semana amigos, estamos de descanso forçado no fim de semana!

Siga para bingo!

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O CIRCO DA LUZ

Este ano o Circo de Natal começou mais cedo. A par dos habituais trapezistas, palhaços, equilibristas e saltadores, houve também o velho número dos leões na jaula. Eu não sei quem manda naquele “comissário que em todos os jogos da “instituição faz “miséria”, mas lá que o homem é um incompetente, lá isso, é.

Fazer esperar centenas de pessoas acotoveladas nas barreiras da triagem como se viu nas transmissões televisivas ao longo da tarde e, depois, vir dizer que a culpa foi de “terem saído de Alvalade atrasados meia hora”, é mesmo dum imbecil.

Depois, qual o critério das entidades ao permitir a instalação daquelas redes que só por milagre não começaram a arder durante o jogo? Já pensaram o que teria acontecido se ninguém pudesse fugir?

Toda a tensão criada pelas declarações daqueles infelizes Searas e Gomes das Silvas que pululam pelas nossas queridas televisões, mais as cenas dos bilhetes e dos empurrões dos lacaios da “instituição” travestidos de “seguranças”, criaram para o já habitual Circo da Luz, um ambiente de Filme de Terror da série B.

A culminar, a aparição dum “terrorista” que imaginava desaparecido de cena do clube do regime, agrilhoado a uma qualquer masmorra nas caves apareceu qual querubim descendo das nuvens no final da conferência de Imprensa, e empestando o ambiente com as suas fétidas declarações.

Daqui se sugere que, para o ano, aquela organização lá para os lados do Bali, em vez do Fado de que o inefável Dias Ferreira parece gostar muito (acompanhado ao piano pelo Moniz Pereira), deverá eleger o Circo da Luz como Património Universal.

Palavras chave


Carácter, personalidade, garra, ambição. Era isto que se pedia ao FC Porto nos jogos com Shakthar Donetsk e SC Braga. Coisa simples. Afinal, carácter, personalidade, garra e ambição são sinónimo de FC Porto. São a base do sucesso que tanto custou conquistar e cimentar. São o espírito de um emblema cuja sede de vitórias é insaciável. Foram as palavras que faltaram a um conjunto mais vasto de jogos que o desejável nos últimos tempos. E que esperemos nunca mais saiam do dicionário nos próximos, para bem dos nossos corações azuis e brancos.
Na Ucrânia e no Dragão, pedia-se um FCP que se superasse. Um FCP que soubesse ir ao fundo do poço buscar forças que pareciam inexistentes e arrancar das trevas vitórias que muitos pensavam impossíveis. Bastou, lá está, ser FCP e tudo aconteceu com uma naturalidade quase notável.
Balão de oxigénio recebeu-o Vítor Pereira. Pena é que a sua relação com os adeptos esteja, arrisco dizer, definitivamente deteriorada. Basta um exemplo para o comprovar. Quando Defour foi substituído no domingo, quanto a mim uma decisão correcta pois era o médio mais esgotado fisicamente, o coro de assobios com que a bancada o brindou o treinador foi a prova de que a massa portista não está com ele. E que só estará, e mesmo assim com muito mais dúvidas do que certezas, quando ele conquistar o título. Não um título qualquer, mas o título nacional.
Por isso, Vítor Pereira continua a parecer uma imitação do Pedro Granger no Elo Mais Fraco. O fato de treinador do FCP fica-lhe tão mal como o de apresentador ao actor que agora conduz o tal concurso da RTP. Parece desajustado na forma e no conteúdo. Mas ambos ganham sucessivamente balões de oxigénio, um pelas vitórias, o outro pelas audiências. E lá vão continuar enquanto os deixarem respirar.
Vítor Pereira, contudo, continua a ser o meu treinador. Ainda não defraudou expectativas ao ponto de estarmos com a época perdida antes da viragem para o ano 2012. Fomos eliminados da Taça de Portugal, é certo, mas merecemos. E, quer se queira quer não, a Taça é consolo dos pouco ambiciosos. Estamos a uma vitória dos oitavos de final da Champions - se ficarmos em terceiro passaremos a ser dos principais favoritos a ganhar a Liga Europa - e estamos em primeiro lugar no campeonato, competição para a qual não perdemos há 50 jogos. Se isto é crise, devo estar a necessitar de uma revisão de conceitos.
E o que há a dizer sobre o Benfica-Sporting? Zero. Os outros nada interessam a quem é 100 por cento dragão.