terça-feira, 30 de março de 2010

Palmeiras aguarda Farías a qualquer momento

O Palmeiras aguarda, a qualquer momento, uma resposta positiva do F.C. Porto para poder recuperar as negociações com vista à contratação de Ernesto Farías.

As transferências da Europa para o futebol brasileiro terminam apenas a 8 de Abril e a redução da suspensão de Hulk recolocou o avançado argentino, de 30 anos, na mesa de negociações do clube de São Paulo. No final de Fevereiro, Farías esteve muito perto de assinar pelo «Verdão», mas a transferência não se concretizou devido à então suspensão de quatro meses de Hulk.

«O Palmeiras está a par da redução da suspensão de Hulk. Nós estivemos interessados em Farías, a negociação avançou, mas o Hulk acabou suspenso e o F.C. Porto não libertou o Farías», contou Savério Orlandi, director de futebol do Palmeiras, ao LANCENET, nesta terça-feira.

O empresário de Farías, Gustavo Arribas, já contactou o F.C. Porto nesse sentido e aguarda uma resposta a qualquer momento. «Espero uma resposta do F.C. Porto entre hoje [terça-feira] e amanhã [quarta-feira] sobre a libertação de Farías. Com isso, podemos voltar a negociar. Eu acredito na resposta positiva do F.C. Porto. Acho que o Palmeiras ainda está interessado nele», perspectivou o representante do argentino.

O Palmeiras também confirma que, mediante a receptividade do F.C. Porto, está pronto para retomar as negociações. «Gustavo Arribas já comunicou à direcção que existe a possibilidade de o Farías ser reforço e ele [empresário] conversa bastante com Gilberto Cipullo [vice-presidente do futebol do Palmeiras]. Eles têm um relacionamento estreito. Não demos nenhum passo no sentido da negociação, mas estamos trazendo o assunto de volta a discussão», esclareceu Savério Orlandi.

domingo, 28 de março de 2010

Incrível só o que o campeonato perdeu!






À 24ª jornada, depois de 99 dias de privação, os protagonistas tomaram, por fim, o lugar dos figurantes. E mais do que o FC Porto, ganhou o espectáculo. Até mesmo o mediático, porque ainda está para nascer argumentação, mais ou menos mirabolante, que possa equiparar-se a um golo de Hulk. Ou a duas assistências do mesmo.

O cabeceamento de Rolando, capturado num gesto instintivo de Bruno Vale, antes mesmo de concluído o segundo minuto, foi mais do que um sinal. Levava com ele um prenúncio do que estava para vir, de uma supremacia absoluta manifestada em múltiplas variações, desde o arranque explosivo de Hulk, aos movimentos imprevisíveis de Falcao ou ao trabalho incessante de Meireles e Micael.

A aproximação à vantagem produziu uma série intensa de ensaios, que Bruno Vale protelou repetidamente, fosse a remate de Falcao ou na sequência da ascensão de Bruno Alves. O golo, adiável mas não inevitável, seria apontado pelo intérprete do primeiro teste. Aos 40 minutos, de cabeça, como na primeira revelação, Rolando colocava o FC Porto na frente.

Numa exibição crescente, em termos de ritmo e qualidade, o Dragão surgiu ainda mais forte do intervalo. E voltou a marcar. Mas, desta vez, sem aviso, num remate soberbo de Hulk, num género «marca registada» que um absurdo disciplinar subtraiu à Liga 99 dias a fio, portento de força e colocação, que nem Bruno Vale nem a Comissão Disciplinar poderiam travar.

Generoso e com uma enorme sede por satisfazer, Hulk adoçou o espectáculo e acrescentou mais uma assistência à estatística pessoal. Depois do livre transformado com rigor para o primeiro golo, serviu o terceiro a Falcao em forma de cruzamento, na ponta final de uma sequência de dribles inebriantes, à direita. E outro teria servido, praticamente do mesmo lugar, se, já no último suspiro do encontro, a equipa de arbitragem não tivesse descortinado na superior capacidade física do brasileiro uma falta que não existiu.

Ao longo de mais de três meses houve Liga sem Hulk, o campeonato sobreviveu à ausência do brasileiro, mas não foi o mesmo, pois não? A amostra de uma hora e meia de jogo não deixam mentir.

FICHA DE JOGO

Liga, 24ª jornada
28 de Março de 2010
Estádio do Restelo, em Lisboa

Árbitro: Paulo Baptista (Portalegre)
Assistentes: José Braga e João Pedro Ferreira
4º Árbitro: André Gralha

BELENENSES: Bruno Vale; Mano «cap», Mustafa, Marcos António e Tiago Gomes; Gabriel Gomez, Barge, Celestino e Miguelito; Yontcha e Lima
Substituições: Tiago Gomes por Fajardo (46m), Yontcha por José Pedro (54m) e Barge por André Almeida (63m)
Não utilizados: Assis, Cândido Costa, Beto e Pele
Treinador: António Conceição

FC PORTO: Helton; Miguel Lopes, Rolando, Bruno Alves «cap» e Alvaro Pereira; Fernando, Guarín, Rúben Micael e Raul Meireles; Hulk e Falcao
Substituições: Raul Meireles por Belluschi (65m), Rúben Micael por Valeri (86m)
Não utilizados: Beto, Fucile, Maicon, Farias e Orlando Sá
Treinador: Jesualdo Ferreira

Ao intervalo: 0-1
Marcadores: Rolando (40m), Hulk (51m) e Falcao (84m)
Disciplina: nada a assinalar

Que saudades...

Hulk voltou em grande para ajudar o F.C. Porto na recta final do campeonato, agora de novo com a Champions ao fundo do túnel. Com uma exibição de força e vontade do avançado, a equipa de Jesualdo Ferreira venceu o Belenenses (3-0) e tirou máximo rendimento da derrota do Sp. Braga na Luz, ficando agora a cinco pontos da equipa minhota na luta pelo segundo lugar. Hulk voltou e trouxe consigo o cognome de «incrível» do seu homónimo, enchendo o Restelo com uma exibição portentosa, com um golo e duas assistências.

Mesmo sem Varela, Rodríguez e Mariano, Jesualdo recuperou o tradicional 4x3x3, juntando Hulk e Ruben Micael no apoio directo a Falcao, mantendo Guarín na linha de Fernando e Raúl Meireles. Mas a melhor imagem que se pode dar da equipa azul-e-branca que esteve esta noite no Restelo é um redutor «Hulk e mais dez». O avançado regressou com fome de bola, encheu o peito e matou saudades com constantes «sprints» na direcção da baliza de Bruno Vale. A equipa de Jesualdo demorava a assentar o jogo, perdia muitas bolas e só conseguia progredir no terreno quando a bola chegava aos pés do «incrível». Sempre que recebia a bola, lá ia ele, embalado, a ganhar velocidade, enfrentando todos os que lhe apareciam ao caminho.

O Belenenses, com um meio-campo de combate, com Zé Pedro a assistir desde o banco, preocupou-se essencialmente em suster a primeira vaga do F.C. Porto, com um futebol directo, evitando a luta a meio-campo com passes longos para Lima e Yontcha. A primeira parte não foi bonita. O F.C. Porto carregava ao ritmo das arrancadas de Hulk, mas sempre aos solavancos, perdendo e reconquistando bolas, sem nunca conseguir apresentar um futebol linear. O Belenenses respondia também com um futebol rude, cedendo muitos cantos (seis na primeira parte) e livres junto da sua área. Só assim o F.C. Porto ia criando oportunidades.

Mas de tanto procurar, o F.C. Porto acabou por encontrar um ponto fraco no último reduto da equipa da casa. Tiago Gomes estava em dia não no lado esquerdo da defesa e foi para aí que a equipa de Jesualdo passou a pressionar com mais sucesso. Primeiro num cruzamento de Miguel Lopes que permitiu a Bruno Alves cabecear à queima-roupa para grande defesa de Bruno Vale. Logo a seguir o golo, na sequência de um livre marcado pelo incontornável Hulk para o desvio subtil de Rolando na área, com Bruno Vale a ficar mal na fotografia.

Mais duas doses de Hulk

António Conceição procurou estancar a referida brecha, recuando Miguelito para a defesa da lateral e lançando Fajardo no início da segunda parte, mas foi por aí que Hulk voltou a abrir caminho para o segundo golo, flectindo para a zona central e atirando forte com o pé esquerdo, levando a bola ao ângulo. Um golaço a premiar a exibição de peito feito do «herói» que, assim, confirmava o seu regresso em pleno. O F.C. Porto podia ter ampliado a vantagem, primeiro por Ruben Micael, depois por Guarín diante de um Belenenses que procurava reformular a sua estratégia.

Os «azuis» foi soltando as amarras do seu jogo com as entradas sucessivas de Zé Pedro e André Almeida, mas nesta altura o F.C. Porto já estava em fase de gestão. As pilhas de Hulk estavam a acabar, Falcao, atrofiado entre os centrais, nunca chegou a entrar no jogo, mas Jesualdo preferiu poupar Meireles, procurando reanimar o jogo com Bellushi. Mas foi o Belenenses que esteve perto de marcar, com Lima a obrigar Helton a puxar pelo instinto para afastar uma bola das suas redes. A equipa de Toni, sem nada a perder, arriscava mais e Fajardo voltou a meter Helton à prova. O Belenenses ameaçava mas ainda havia uma réstia de Hulk para acabar com as dúvidas. O avançado surgiu com espaço sobre a direita e levantou a bola com peso e medida para a cabeçada certeira de Falcao.

A exibição de Hulk obriga a avançar com a incontornável questão. O F.C. Porto podia ter ido mais longe com o avançado disponível? Poder podia, mas nunca vamos saber.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Rio Ave-F.C. Porto, 1-3

Cada problema deve ser encarado como uma oportunidade, ensinam os chineses. Jesualdo Ferreira recorreu à máxima, agradeceu o conceito e precisou da paciência oriental para encontrar um onze para este F.C. Porto. Boa dinâmica, raça e autoritarismo à moda do Dragão, garantindo um triunfo (1-3) que deixa o Rio Ave longe do Jamor.

Ao longo da semana, multiplicaram-se as sugestões, face à ausência de extremos. Adaptar laterais seria a opção lógica, mas Miguel Lopes regressou ao banco de suplentes e David Addy continua a ser um nome para o futuro. Os miúdos, publicitados à luz da Visão 611, continuam longe das convocatórias.

Jesualdo Ferreira reuniu uma equipa entre os escombros e moldou uma táctica maleável. Orlando Sá e Farías não têm ritmo para acompanhar o trabalhador Falcao, lançado em missão solitária à frente de um carrossel de médios. O 4x3x3 do F.C. Porto afunilou, caminhando para o 4x1x4x1. Na prática, a coisa funcionou e bem.

No meio está a virtude

O Rio Ave, também ele a atravessar uma crise de resultados, surgiu com a roupagem habitual. Bruno Moraes foi o coelho na cartola de Carlos Brito, aposta curiosa frente ao patrão, com resposta à altura. O brasileiro não marcava desde 2006 e voltou à festa do golo, alimentando a expectativa em torno do encontro.

O F.C. Porto entrou melhor e parecia gerir o encontro, bem refeito do trauma na final da Taça da Liga. Até o mal-amado Guarín justificava a aposta, isolando Falcao na área do Rio Ave. O goleador acertou em Carlos e emendou a mão com uma assistência para Ruben Micael. O médio rematou de pronto, para o primeiro tento com a camisola azul e branca (20m).

O dragão soltou algum fogo mas relaxou perante a vantagem no marcador. Bruno Alves, sereno após a exaltação no Algarve, calculou mal o efeito do vento e deixou Vítor Gomes dominar nas suas costas. A bola procurou Bruno Moraes para um remate cheio de profissionalismo, demasiado forte para as mãos de Beto (37m).

A etapa complementar apresentou o mesmo figurino, com um F.C. Porto mandão à moda antiga, perante um Rio Ave demasiado expectante. E assim, num abrir e fechar de olhos, surgiu mais uma demonstração de eficácia do desenho de Jesualdo. Guarín abriu para Micael, o endiabrado madeirense viu a corrida de Meireles e este atirou em esforço, para um belo golo (54m).

Movidos a orgulho

Os adeptos locais pediam nova reacção, Bruno Moraes ameaçava mais uma pequena traição ao seu empregador, mas algo parecia diferente. Os vila-condenses acusavam desgaste físico, perante um F.C. Porto ainda mais cansado, utilizando o orgulho como combustível.

A lição do professor, desta vez aplaudida pelos adeptos, recebeu o terceiro prémio a um quarto-de-hora do final. Miguel Lopes entrou para cruzar na direita, Ruben Micael assumiu-se como o homem do jogo e Guarín aproveitou a onda positiva para aparecer diante as câmaras de televisão, com um cabeceamento à boca da baliza. O Rio Ave contestou a posição do colombiano, em vão.

Jesualdo Ferreira foi refrescando a sua equipa, lançando os reforços anunciados por Pinto da Costa. Tomas Costa e Orlando Sá deram energia renovada a um F.C. Porto forte, perante uma equipa vila-condense vergada ao peso dos acontecimentos. Foi-se a alma, foi-se a capacidade física, foi-se grande parte da esperança na presença no Jamor. A segunda mão parece talhada à medida do Dragão.





Comunicado da FC Porto – Futebol, SAD

24/03/2010
Comunicado da FC Porto – Futebol, SAD

Tendo em apreço uma notificação do Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de futebol recebida esta quarta-feira, vem a Administração da FC Porto – Futebol, SAD comunicar o seguinte:

1 – O CJ da FPF decidiu convolar as penas de quatro e seis meses aplicadas a Hulk e Sapunaru, pela Comissão Disciplinar da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, em consequência das ocorrências no túnel do Estádio da Luz, após o Benfica-FC Porto de 20 de Dezembro de 2009;

2 – Depois de analisar o recurso apresentado pelos atletas do FC Porto, o CJ decidiu punir Hulk com suspensão de três jogos e multa de 2.500 Euros e Sapunaru com suspensão de quatro jogos e multa de 4.500;

3 – Ao contrário da CD da LPFP, o CJ da FPF concluiu que a conduta de Hulk e Sapunaru «integra, por violação do disposto no art. 18º, nº 4 do RC, a infracção disciplinar grave» punível «pelo art. 120º, j) do RC da LPFP com suspensão de 1 a 4 jogos e multa de 750 a 3750 Euros»;

4 – Fica assim desmontada mais uma habilidade despudorada perpetrada pela CD da LPFP e exibida em praça pública por uma lamentável sede de protagonismo. Resta saber se o «acto de contrição» que agora se impõe terá o mesmo exibicionismo mediático;

5 – Desde a suspensão imposta pela CD da Liga a Hulk e Sapunaru passaram 17 jogos das competições nacionais e mais de três meses. Como teria sido o desempenho do FC Porto nestes compromissos, caso os dois atletas estivessem, como deviam ter estado, disponíveis e quais os reflexos desta aberração na classificação da Liga 2009/10? Será que a verdade desportiva foi defendida?;

6 – Fica novamente comprovada a perseguição da CD da LPFP ao FC Porto e a cegueira persecutória de Ricardo Costa, ratificada, ao melhor estilo de Pôncio Pilatos, pelo presidente da LPFP, Hermínio Loureiro. Recorde-se que, ainda recentemente, o mesmo Hermínio Loureiro afirmou que o seu papel se limitou a criar condições para que os órgãos da LPFP funcionem. Nem que seja sem rigor, de forma grosseira e com arbitrariedade…;

7 – Este, de resto, será o facto mais marcante do mandato dos actuais órgãos dirigentes da LPFP. O futebol não esquecerá o péssimo serviço que lhe prestaram nesta matéria e, por conseguinte, só lhes resta uma saída: Obviamente, demitam-se!;

8 – A FC Porto – Futebol, SAD já deu instruções aos seus advogados para intentarem as competentes acções de responsabilização e indemnização, quer dos membros da CD da LPFP, quer da própria instituição.

Porto, 24 de Março de 2010

O Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD

terça-feira, 23 de março de 2010

F.C. Porto: Farías volta aos eleitos, dois meses depois

Após mais de dois meses de ausência, Ernesto Farías volta a uma convocatória do F.C. Porto. O avançado argentino integra as opções de Jesualdo Ferreira, para o jogo desta quarta-feira com o Rio Ave, da primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal.

Farías não joga desde 20 de Janeiro (vitória sobre o Belenenses, na Taça de Portugal). O argentino esteve perto de rumar ao Cruzeiro, na reabertura do mercado, mas o negócio (que incluía uma viagem de Kléber em sentido inverso) abortou.

De regresso aos eleitos está também Nuno André Coelho, que não tinha sido chamado para a final da Taça da Liga, perdida para o Benfica. Maicon fica de fora, desta vez, assim como Cristian Rodríguez, que se lesionou frente à antiga equipa e vai ficar algum tempo afastado da competição. O uruguaio fez tratamento, nesta terça-feira, tal como Varela, que foi operado no sábado, dia em que fracturou o perónio. Mariano está em repouso domiciliário, dado que também foi alvo de uma intervenção cirúrgica, na segunda-feira.

De referir ainda que Helton continua de fora, pelo que Nuno Espírito Santo e Beto foram os guarda-redes convocados.

Lista de convocados:

Guarda-redes: Beto e Nuno;
Defesas: Bruno Alves, Rolando, Alvaro Pereira, Nuno André Coelho, Fucile, Miguel Lopes;
Médios: Raúl Meireles, Guarín, Belluschi, Valeri, Tomás Costa, Fernando, Rúben Micael;
Avançados: Falcao, Farías e Orlando Sá

sábado, 20 de março de 2010

Um dos melhores do MUNDO foi nosso...

Portugal respirava os últimos ares de uma insuportável ditadura. O país vivia em agitação crescente, fervilhante, pronta a eclodir a qualquer instante. A Revolução desejada, sofrida, estava a chegar. Três meses antes, na cidade do Porto, o povo saía à rua. Ainda sem cravos na lapela. Apenas de camisola azul e branca e garganta corrompida pela euforia. Todos queriam ver, pelos próprios olhos, a chegada de Teófilo Cubillas. O grande Teófilo Cubillas.

Um dos melhores do Mundial de 70, indicado pelo próprio Rei Pelé como seu sucessor, ia passar a representar o F.C. Porto. Poucos acreditavam nessa hipótese. Os jornais, alvos fáceis da censura e da manipulação, só podiam estar a mentir. Mas não. Cubillas, um dos 50 melhores futebolistas do século XX (eleito pela FIFA), ia mesmo soprar para longe os ventos da subalternização portista.

36 anos depois, o Maisfutebol localiza Teófilo Cubillas em Miami, nos EUA. Redescobre o mito, o artista tranquilo e prosaico. O peruano não esquece o período de dragão ao peito e da descoberta de um país novo. Um país farto de estar amortalhado e reduzido a um mero rectângulo, diminuído pelas hostes do Estado Novo.

«Portugal é também meu. Fui pai pela primeira vez aí. Tenho de voltar e pedir desculpas aos portistas. Nunca me despedi convenientemente», balbucia o astro peruano, em entrevista ao nosso jornal, poucos dias depois de completar 61 anos. O tempo passa demasiado depressa.

65 golos em 108 jogos de dragão ao peito

Para os mais jovens, o nome de Teófilo Cubillas poderá significar pouco. Talvez o tenham escutado um par de vezes em casa, nas palavras do pai ou do avô. Para os mais velhos, os amantes do futebol das décadas de 70 e 80, Cubillas é o admirável talento em estado puro, temperado por um estilo onírico e tantas vezes melancólico.

De Janeiro de 1974 a Janeiro de 1977, o homem da camisola dez marca 65 golos em 108 partidas oficiais pelo F.C. Porto. Incapaz de deturpar a beleza do jogo, de uma atitude mais enevoada ou simplesmente austera.

É de revivalismo que se fala nesta conversa com o oitavo melhor marcador de sempre dos Mundiais. Fala-se de Pedroto, de Oliveira, do impenetrável Benfica de Eusébio, da confeitaria Petúlia e dos superiores instantes em Mundiais de uma outra geração. «O futebol era diferente. Jogava-se para ganhar, havia cinco ou seis golos num jogo. Agora vejo jogos em que uma das equipas remata uma vez à baliza. Isso entristece-me.»

A neve, Georgie Best, Muller e uma tragédia a adiar a reforma

Não há ponta de pretensiosismo nas palavras de Cubillas. A saudade e a simplicidade modelam o discurso toldado pelo rasto da inteligência. Este homem, educado nas escolas do Alianza de Lima, o seu clube «de sempre e para sempre» no Peru, aprende e adapta-se com inaudita facilidade «a tudo, menos à neve», diz, em jeito de regresso ao passado.

O horror ao frio resgata-o da Suíça e coloca-o em Portugal em 74. Um acordo entre o F.C. Porto e a federação do Peru leva-o demasiado cedo do nosso país. Enamora-se pelo soccer, convive de perto com Georgie Best e Gerd Bombardeiro Muller.

Adia a reforma uma e outra vez, incapaz de largar o vício da composição diletante: ele, a bola, o relvado e a baliza, centro de todos os seus desabafos. Em 1987 faz uma última aparição nos campos de futebol. Todos os jogadores do Alianza morrem num acidente aéreo. Cubillas pega no saco, nas chuteiras e apresenta-se para jogar. «Participei em 13 jornadas e fomos campeões, em memória dos que faleceram.»

Cubillas é assim, fala assim. Pode confirmá-lo nas peças associadas. Para aumentar o apetite, veja ou reveja algumas imagens do peruano tranquilo em acção.


Teófilo Cubillas em entrevista ao Maisfutebol. Nesta peça fala-se de José Maria Pedroto, de Pavão e dos melhores amigos no balneário do F.C. Porto. O peruano recorda como chegou a Portugal e do contrato «longo e valioso» que o esperava.

Como é que uma das maiores figuras do Mundial de 70 só chega ao futebol europeu três anos depois?
As coisas eram muito diferentes. Eu estava bem no Alianza Lima e por mim ficava lá toda a vida. Por acaso fui jogar à Suíça pela selecção do Resto do Mundo, contra a selecção da Europa, num jogo da Unicef. Ganhámos 3-1, marquei dois golos e já não me deixaram ir embora. O Basileia contratou-me.

Mas só ficou seis meses na Suíça. Em Janeiro de 1974 o F.C. Porto contratou-o.
Não era feliz na Suíça. Andava sempre arrepiado. Era só frio e neve. Não conseguia ficar lá nem mais um dia. Certo dia estou em casa e o meu empresário disse-me que ia para o Porto. Foi o senhor Jorge Vieira, antigo dirigente, que me foi buscar.

Quais são as suas memórias mais fortes do F.C. Porto e de Portugal?
Olhe, antes de mais lembro-me de olhar para o contrato e ficar embasbacado. Em Portugal nunca ninguém tinha assinado um acordo tão longo e tão valioso. Senti que tinha de dar tudo de mim àquelas pessoas. Veja bem: no segundo ano fui eleito capitão de equipa pelos meus colegas. Foi um gesto lindo.

O Cubillas chegou poucos meses após a morte do Pavão. A equipa ainda estava traumatizada?
Bastante. No balneário falava-se muito sobre ele. Lamentavelmente, não cheguei a conhecê-lo. Gritávamos o nome dele antes dos jogos, no balneário. Apercebi-me da sua importância dentro da equipa. Como é que alguém tão jovem morre daquela maneira?

E quem eram os seus melhores amigos?
Nunca tive problemas com ninguém. Acho que não tenho mau feitio (risos). Mas era mais chegado ao Fernandinho Gomes, que estava a começar a jogar nos seniores. Também falava muito com o Rodolfo Reis, com o Teixeirinha, com o brasileiro Marco Aurélio¿ Os guarda-redes eram muito simpáticos. O Tibi e o Rui. Tínhamos uma bela equipa.

O seu último treinador foi o José Maria Pedroto. Gostou de trabalhar com ele?
Que grande homem! Era muito enérgico, dava tudo o que tinha nos treinos e nos jogos. O senhor Pedroto era um homem de carácter, inteligente e manhoso. Conhecia todos os segredos do futebol. Comigo até era meigo, mas vi-o aos berros com outros jogadores várias vezes.



Teófilo Cubillas em entrevista ao Maisfutebol. Três anos no F.C. Porto e nem um único título para amostra. Porquê? «Porque havia um senhor chamado Eusébio». O dia da chegada, o amor eterno pelo F.C. Porto, os motivos de uma despedida antecipada e as saudades de uma iguaria vendida no melhor local da Cidade Invicta: «a confeitaria Petúlia».

33 anos depois de sair do F.C. Porto, o que faz o Teofilo Cubillas?
Muita coisa (risos). Sou instrutor da FIFA e viajo constantemente. Não há coisa mais bonita do que trabalhar para a organização máxima do futebol. O futebol deu-me tudo e estou a tentar recompensá-lo. É um privilégio fazer isto. Tenho também uma escola de futebol em Miami e pertenço ao Comité Paralímpico do Peru. Trabalho com meninos fantásticos. Ainda na semana passada estive nos jogos pan-americanos.

Ainda se lembra da chegada a Portugal, em Janeiro de 1974?
Como se fosse ontem. As ruas encheram-se! O trajecto do aeroporto ao Estádio das Antas foi emocionante. Receberam-me como um herói. Os adeptos do F.C. Porto gritavam o meu nome, batiam no carro, estavam loucos! Nunca me tinha sentido assim e nunca mais me voltei a sentir.

Mais de três décadas depois, ainda é portista?
Claro, serei para sempre! O meu filho mais velho nasceu em Portugal e começou a ver jogos do F.C. Porto com poucos meses de vida. Até ando um bocado triste, pois vi o jogo de Londres, contra o Arsenal, e a equipa do Porto esteve muito murcha. Sei tudo sobre a equipa, vejo os jogos todos. Nunca consegui despedir-me das Antas da forma que queria. Tenho de voltar a Portugal, mas quero ir quando o Porto for campeão, para mostrar ao meu filho a paixão das vossas gentes.

E como consegue estar tão bem informado, desde Miami?
Mantenho uma grande amizade com o meu antigo vizinho, aí de Portugal. Vivia perto da rotunda da Boavista. O meu amigo Mário Vieira envia-me os DVD¿s e visita-me várias vezes. Eu é que não faço o mesmo. Mas isso vai mudar.

Este três anos em Portugal e nunca foi campeão nacional. Porquê?
Porque havia um senhor chamado Eusébio e uma equipa, o Benfica, que tinha o Simões e o Torres. Não ganhei o campeonato nacional e, mesmo assim, era tratado como uma estrela. Imagine se tivesse sido campeão no F.C. Porto. É um clube especial.

É verdade que saiu do clube por imposição do António Oliveira? Dizia-se que ele tinha inveja do salário auferido pelo Cubillas.
É a primeira vez que estou a ouvir essa história. Estive com o Oliveira no Mundial 2002, na Coreia, e foi uma festa. Ele estava chateado, mas quando me viu ficou todo contente. Sempre me dei bem com ele. Era uma pessoa alegre, irreverente. Chamava-me «Calita», veja lá. É a única pessoa que me tratava dessa forma. Desconheço a razão, até hoje.

Afinal, por que saiu do F.C. Porto?
O Peru requisitou-me por seis meses. Tínhamos de preparar a qualificação para o Mundial de 1978. O F.C. Porto não aceitou, evidentemente, e respondeu que eu só podia sair se a federação peruana pagasse pelo meu passe. Exigiu um determinado preço e a federação aceitou. Tive de sair, não tive outra opção.

Quais eram os seus locais favoritos na cidade do Porto?
A confeitaria Petúlia! Tinha os melhores pastéis de coco do mundo. A cidade era antiga e bonita, principalmente a zona junto à câmara municipal e ao rio.



Teófilo Cubillas em entrevista ao Maisfutebol. Três Mundiais, a admiração por Pelé («o melhor jogador de todos os tempos») e dois momentos inesquecíveis nos palcos mais importantes do planeta-futebol. George Best e Gerd Muller, Messi e Cristiano Ronaldo também entram na conversa.

Disputou três Mundiais: 1970, 1978 e 1982. Qual foi o mais marcante?
O primeiro, sem dúvida. Era um menino, nunca tinha estado em palcos tão grandes e tudo me saiu bem. O Mundial é o mais belo momento de uma carreira, o sonho de qualquer jogador. Nunca mais me esqueço do dia em fomos eliminados. Perdemos 4-2 contra o Brasil e no final o Pelé disse a todos os jornalistas que eu, Teófilo Cubillas, seria o seu sucessor.

O que faltou para isso acontecer?
Faltou-me conquistar um Mundial. Repare bem: Pelé e Maradona são considerados os melhores de sempre porque foram génios e campeões do mundo. Eu não tive essa oportunidade. Havia selecções muito poderosas e os títulos iam sempre para elas: Brasil, Argentina, Itália e Alemanha.

Quem foi o melhor jogador de sempre, então? Pelé ou Maradona?
Pelé, sempre Pelé. Sempre o adorei, como pessoa e jogador. Joguei contra ele algumas vezes e ficava paralisado a vê-lo tocar a bola. Para mim, será sempre o melhor de todos os tempos.

E qual foi o seu melhor momento num Campeonato do Mundo?
Há dois instantes que guardo até hoje com muita saudade: o golo que marquei à Escócia, num livre em «folha seca», no Mundial de 1978. Coloquei a parte de fora do pé direito na bola e marquei um golaço; e, claro, o meu primeiro golo num Mundial. Por ser o primeiro e por tê-lo dedicado aos 50 mil peruanos falecidos num terramoto, poucas semanas antes do Mundial de 1970. Foi contra a Bulgária.

O Peru não participa num Mundial há 28 anos. Curiosamente, desde que o Cubillas deixou a selecção. É coincidência?
Espero que sim. A nossa selecção tem jogadores bons. O Pizarro, o Farfan, o Vargas¿ Mas acabou a fase de qualificação no último lugar. Isso é que não pode ser. Talvez em 2014 possamos ver o Peru de regresso.

Terminou a carreira nos EUA e continua a viver no país. Já se sente norte-americano?
Não, serei sempre peruano. Este país deu-me muito. Deu-me a possibilidade de ganhar dinheiro e jogar com atletas do calibre de George Best e Gerd Muller. Foram meus colegas de equipa. Continuo por cá por entender que é um bom país para criar uma família.

Best ou Muller: qual era o melhor?
Eram tão diferentes. O Best não levava uma vida sã, equilibrada, mas era brilhante a jogar futebol. Mesmo na fase descendente, quando passava o dia a beber, chegava aos jogos e fazia a diferença. O Muller era um grande ponta-de-lança. Na área tornava-se mortífero. Estava sempre no sítio certo.

Para o Mundial de 2010 tem alguma selecção favorita?
Não. Vou estar lá em trabalho e espero ver grandes jogos, apenas isso. Tenho alguma curiosidade sobre aquilo que Messi e Ronaldo farão. Têm a obrigação de fazer grandes exibições e marcar muitos golos. Falta-lhes um grande Mundial. Têm, de uma vez por todas, de se assumir como os melhores do século XXI.

quarta-feira, 17 de março de 2010

F.C. Porto: vitória frente ao Benfica será dedicada a Mariano

O F.C. Porto já encontrou a fórmula ideal para motivar os seus jogadores, na preparação do escaldante confronto com o Benfica, na final da Taça da Liga. O plantel azul e branco está determinado a conquistar o troféu para dedicar a Mariano González.

O argentino, um dos capitães de equipa, contraiu uma lesão grave no jogo com a Académica. Entrou em campo e sucumbiu minutos depois, ao tentar fazer um desarme. Resultado: rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho direito. Seis meses de paragem.

Mariano González não poderá dar o seu contributo ao F.C. Porto até final da época, mas serve de factor motivacional para o grupo. Apesar de não reunir consenso entre os adeptos, o extremo marcou golos importantes (frente a Man. United e Sporting, por exemplo) e é apreciado pelo seu companheirismo e profissionalismo.

Os jogadores ficaram sensibilizados com o drama pessoal de Mariano e decidiram, de acordo com as informações recolhidas pelo Maisfutebol, que um eventual triunfo frente ao rival Benfica será dedicado exclusivamente ao companheiro de equipa.

Mariano está remetido a tratamento no Olival, enquanto espera pela cirurgia. O regresso aos relvados está agendado para o início da próxima época. Até lá, recorde alguns momentos do extremo argentino:



Comunicado de Ernesto Farías

Tendo em conta a capa de O Jogo do último sábado e o facto de o comunicado do Conselho de Administração da FC Porto – Futebol, SAD sobre o tema não ter justificado um desmentido categórico por parte do jornal, venho por este meio comunicar que instruí o advogado José Lourenço Pinto para avançar com uma acção judicial para reparação dos danos de imagem que a notícia acarretou.

Porto, 16 de Março de 2010

Ernesto António Farías

sábado, 13 de março de 2010

UFF...

Um mês e meio depois da última vitória fora de casa, o F.C. Porto voltou a ganhar e colocou fim a uma fase negra que já levava três jogos consecutivos sem triunfos. A exibição pode não ter sido a mais convincente, mas a necessidade de fazer esquecer rapidamente a noite horrível de Londres teve correspondência no resultado que mantém a perseguição ao Sp. Braga intacta. Os portistas tiveram de virar o marcador e só conseguiram confirmar os três pontos na contabilidade a quatro minutos do fim, graças à inspiração de Rodriguez, o melhor e mais inconformado dos dragões nesta deslocação a Coimbra.

Veja a ficha e as notas dadas aos jogadores

Jesualdo Ferreira voltou a deixar Tomás Costa no banco, entregando a posição mais recuada do triângulo do meio-campo a Raul Meireles. A presença de Belluschi no onze foi a surpresa da noite, já que o resto era mais ou menos previsível, com Beto no lugar de Helton e Miguel Lopes a substituir Fucile. Na frente, obviamente, havia Rodriguez em vez de Hulk, isto em relação ao desastre de Londres.

Sem protagonizar uma entrada fulgurante, os tetracampeões mostraram cedo ao que vinham, numa tentativa de fazer esquecer rapidamente a saída pela porta pequena da Liga dos Campeões. Com Rodriguez muito dinâmico, tanto a servir os colegas como a finalizar, o F.C. Porto parecia fazer depender o primeiro golo de uma simples questão de tempo. Falcao teve nos pés quiçá a oportunidade mais flagrante neste período, mas recebeu mal o passe do uruguaio e acabou por permitir a defesa de Ricardo.

Confira todas as estatísticas da partida

A Académica já tinha dado réplica, ficando na retina uma jogada de Éder, que passou por Orlando e ainda gingou antes de servir Sougou para um pontapé sem nexo. O mesmo jogador, depois de baralhar a defesa portista, voltou a estar em evidência quando se estatelou no relvado após toque de Bruno Alves que o árbitro considerou passível de grande penalidade. Desta vez, Sougou colocou conta, peso e medida no disparo e empurrou a Briosa para a frente da linha dos onze metros, contra a corrente.

A reacção dos dragões durou pouco mais de um minuto a fazer-se sentir. Num lance confuso, Orlando desvia a bola de Ricardo e Bruno Alves, o mesmo que havia cometido grande penalidade instantes antes, confirma o empate em disputa com Nuno Coelho. Até final da primeira parte, não houve praticamente mais nada de revelo, para além da lesão do guarda-redes de Ricardo, que teve de sair mesmo sobre o apito para o intervalo.

Salvos por Rodriguez

Quando se esperava uma reentrada em força dos comandados de Jesualdo Ferreira, a falta de chama deixou os estudantes à vontade para gerir a posse de bola e aguentar um resultado que lhe era favorável. Por onde esteve o Dragão durante este período? À excepção de Varela, que tentou remar contra a maré, e da meia-distância de Belluschi, pouco se via dos tetracampeões em campo.

Para cúmulo, Mariano Gonzalez teve de sair já depois de ter saltado do banco, devido a lesão, para dar lugar a Tomas Costa porque, como é sabido, as opções atacantes não abundam por esta altura entre os azuis e brancos.

O inconformismo de Rodriguez: veja quem mais se destacou

Nas quatro linhas, no entanto, o inconformismo de Rodriguez acabaria por ser premiado graças a um remate pelo buraco da agulha com algumas responsabilidades de Nereu no lance, que esteve bem melhor no lance seguinte ao negar o terceiro a Varela. Os deuses não quiseram mesmo que o Dragão saísse da partida com mais do que uma vantagem tangencial porque, mesmo com uma grande penalidade mal assinalada, Falcao não atinou com a baliza.

sexta-feira, 12 de março de 2010

FC PORTO, testa jovem Argentino...

O F.C. Porto vai testar um avançado argentino que tem bom cartel no seu país. Guido Dal Casón celebrou recentemente o seu 17º aniversário e recebeu o convite para treinar com a equipa júnior dos dragões.

O avançado do Quilmes esteve no último Mundial de sub-17, disputado na Nigéria, no ano passado. Dal Casón saltou do banco de suplentes na final, mas a Argentina viria a perder com a selecção local (2-1).

«O Guido é um avançado muito talentoso e foi convidado para treinar duas semanas no F.C. Porto. Estará aí no domingo para iniciar o período de testes. É um avançado com bom físico, cerca de 1,83 metros, eficaz no jogo aéreo. É muito interessante», garante o empresário Juan Simon, ao Maisfutebol.

O Quilmes tem apenas 10 por cento do passe do jogador, pertencendo o resto a um grupo de empresários. «Ele esteve com 16 anos no Mundial de sub-17 e já treinou no Tottenham. De qualquer forma, não pode ficar no Porto porque ainda só tem 17 anos, isso não é legal», conclui o agente FIFA, antigo internacional pela Argentina.

Ai se fosse o F.C.Porto a beneficiar desta pouca vergonha...



Nesta altura do campeonato está difícil postar...Ainda pensei em fazer um post sobre Vítor Serpa, director??? de A Bola e perguntar-lhe se ele lê o jornal, porque de facto, não lembra ao diabo, vir fazer um auto-elogio sobre a pluralidade dos colunistas, quanto toda a gente sabe que o problema do pasquim da Queimada não está aí, mas no vergonhoso sectarismo e facciosismo vermelho, assim como na falta de isenção com que são tratados todos aqueles que se atrevem a contestar o desígnio supremo: fazer do Benfica campeão. Será que ele leu o miserável artigo do Guerra, de Sábado passado, em que insinuava tudo e mais alguma coisa sobre o F.C.Porto/Olhanense, desde a viagem de avião da equipa algarvia, até às naturais poupanças de Jesualdo? Será que ele leu outro miserável artigo do mesmo "senhor", na terça-feira, em que dizia e cito:«se nenhuma monstruosidade entretanto aterrar por aí, será o Benfica o próximo campeão nacional»? Ó Serpa, este vermelho, de cabelo branco, não é colunista e portanto, como explicas este jornalismo?

Também pensei em perder tempo com o bronco da chiclete, mas depois lembrei-me da frase de M.Machado:«Um vintém é um vintém, um cretino é um cretino e será sempre um cretino. Por muito que o pintem de várias cores, que encha jornais, será sempre assim» e resolvi não dar importância, não deixando de lembrar ao deslumbrado Jesus, que a vida de treinador dá muitas voltas e há mais marés que marinheiros.

Assim, dizendo a esses "artistas" que haverá certamente no futuro, oportunidades para voltar a dedicar-lhes algum do meu tempo, resolvi regressar ao castigo de Hulk e Sapunaru e para dizer que no futebol português não há limites para a pouca vergonha. Se bem se lembram os portistas, os dois jogadores foram castigados pelo Pavão Vermelho, com o castigo a sair a 18 de Fevereiro. O F.C.Porto recorreu para o Conselho de Justiça da FPF, que pasme-se, ainda não tem reunião marcada, com as datas prováveis a serem 19 ou 26 de Março - isto é, mais de um mês depois da decisão da C.D da Liga. É um escândalo, amadores a tratarem assuntos de profissionais, que continuam parados e à espera, que suas excelências arranjem tempo para reunirem e decidirem. Sobre esta vergonha, que descredibiliza o futebol profissional português ninguém diz nada.
Não diz nada a Liga e compreende-se porquê: Hermínio está de cócoras perante o Benfica e tem medo de desagradar ao trauliteiro que o preside - será que vai, a pedido de Vieira, dar o dito por não dito, virar o bico ao prego e ser o candidato dos vermelhos a novo mandato?
Não diz nada á máquina de propaganda vermelha, porque também lhe dá jeito - fossem Hulk e Sapunaru jogadores do clube do regime e já tinha caído o Carmo e a Trindade!
Não diz nada G.Madaíl, presidente da FPF, que não quer saber de mais nada que não seja a querida selecção e só abriu a boca nos últimos tempos, para criticar o público que vaiou e bem a equipa de alguns de nós.
Por fim, não diz nada sua excelência - curvo-me todo, numa vénia, a tão importante personalidade - o Secretário de Estado dos Desportos, que sobre estas questões melindrosas, passa ao lado, não vá incomodar e despertar a ira, dos putativos 6 milhões de votos...E dois profissionais continuam à espera, sem poderem exercer a sua profissão, que a reunião aconteça...

PS -
Aos dois jogadores do F.C.Porto junto Vandinho do Braga. O que se diria neste país, se em vez dos jogadores do F.C.Porto fossem dois do Benfica e fossem os Dragões a terem os mesmos benefícios dos vermelhos da luz?

terça-feira, 9 de março de 2010

I GOTTA FELLING…


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I GOTTA FELLING, para o jogo de hoje, FORÇA FUTEBOL CLUBE DO PORTO…


Caros amigos, hoje é dia de Champions e por isso mais uma grande noite nos espera, esperemos que uma noite daquelas a que estamos habituados a ver o nosso PORTO fazer, ou seja, um grande jogo e a deixar tudo em campo e, claro, trazer a passagem a eliminatória seguinte na bagagem.
Como PORTISTA que me prezo, acredito que os nossos guerreiros vão conseguir trazer a eliminatória para nos oferecer, mas para isso têm que estar totalmente concentrados e com a pica toda, sentir que estamos aqui a torcer por eles.
Nesta fase do campeonato, como se costuma dizer, já não me interessa que jogue A, B ou C, o que me interessa é que vençam e que acima de tudo tenham SEMPRE a noção do clube que estão a representar e que o símbolo que envergam naquelas camisolas exige o máximo de respeito e que o honrem.
Por isso meus caros, eu acredito em vocês, e mais uma vez façam-me feliz…




O jogo só acaba quando o arbitro apitar pela ultima vez, vejam como foi em 2004 e acreditem em vocês porque nós acreditamos…


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By Artur Guedes

segunda-feira, 8 de março de 2010

Arsenal F.C. - F.C.Porto. Eu acredito e vocês?

segunda-feira, 8 de Março de 2010


Porque somos Porto e sermos Porto significa ter orgulho, alma, coragem, vergonha na cara; porque somos Porto e sermos Porto significa que, quando caímos não ficamos no chão a lamentar a nossa sorte, o nosso triste destino, mas que nos levantamos, cerramos os dentes e mesmo com o coração a sangrar, vamos à luta; porque somos Porto e sermos Porto significa olhar o adversário, por muito forte que ele seja, olhos nos olhos, sem medo e sem receio; porque somos Porto e sermos Porto não pode significar desabarmos como um castelo de cartas quando sofremos um, ou mesmo dois golos; porque somos Porto e sermos Porto significa ter um discurso ousado, motivador, mobilizador, galvanizador e não um discurso que não aquece nem arrefece; porque somos Porto e sermos Porto, a letra, discurso, tem de começar a dizer com a careta, resultados e com os oitentas a serem muitos mais que os oito; e porque, se de facto, ainda há Porto neste Porto, amanhã é o dia ideal para ele aparecer... Eu acredito e vocês?

O árbitro é o belga F. De Bleeckere, auxiliado pelos seus compatriotas, Peter Hermans e Walter Vromans.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-Redes, Helton e Nuno:
Defesas, Fucile, Rolando, Bruno, Álvaro, N.André Coelho, Maicon e Miguel Lopes;
Médios, T.Costa, Raúl Meireles, Belluschi, Guarín e R.Micael;
Avançados, Mariano, Falcao, Hulk, Varela e C.Rodríguez.

Equipa provável: Helton, Fucile, Rolando, Bruno e Álvaro, T.Costa, Raúl, R.Micael e C.Rodríguez, Varela e Hulk.

PS- O que devemos fazer aos vermes que, antes do F.C.Porto/Olhanense fizeram todo o tipo de insinuações e agora, sem pudor e sem vergonha, aparecem a tecer grandes elogios a J.Costa e aos jovens jogadores emprestados pelo F.C.Porto à equipa algarvia?
Publicada por dragao vila pouca em Segunda-feira, Março 08, 2010

sábado, 6 de março de 2010

O Adeus...

Com muita pena minha digo, adeus penta...
Se para mim e para milhões de Portistas, os mais credíveis, o titulo ainda era possível, hoje, os nossos jogadores fizeram questão de nos colocar os pés bem assentes no chão e de nos dizer, acabou.

Um jogo de grau de dificuldade baixíssimo, sem querer faltar ao respeito ao Olhanense, e muito menos ao “nosso” eterno Capitão, JORGE COSTA, mas é uma diferença abismal entre os dois clubes, em muita coisa.

Começando no orçamento/valor dos dois plantéis, seguindo na qualidade dos mesmos, qualidade que hoje o Olhanense mostrou ter mais que nós, principalmente a nível dos nossos meninos que lá temos a rodar porque não serviram para o professor, pois preferiu comprar os passes de jogadores medíocres, como casos de Tomás Costa, Guarin, Prediguer, Mariano, etc, tendo emprestado/dado alguns outros da nossa escola que têm o clube no coração que conhecem o nosso campeonato e a nossa casa, como Ukra, Castro, Paulo Machado, Helder Barbosa, Bruno Gama, Alan, entre tantos outros que andam por aí a espalhar classe, principalmente quando jogam contra o BURRO do professor.

Enfim, mais uma vez ficou demonstrado que muita coisa vai mal na casa do Dragão, não há quem comande as tropas, quem dê um murro na mesa e coloque o grupo em sentido, Pinto da Costa está castigado, acabou ninguém consegue orientar as coisas.

O FUTEBOL CLUBE DO PORTO, sempre soube dar a volta a todas as dificuldades que lhe foram aparecendo ao longo dos anos, este ano já deveriam estar de sobreaviso, desde que o ricardo bosta assumiu a liderança do cd da liga, já sabiam o que os poderia esperar, contra quem teriam que lutar, mas pelos vistos ninguém previu isso e foram deixando andar, correu mal.

Quando inventaram o castigo do Hulk e do Sapunaru, o que fez o FC PORTO? Nada, quando em Janeiro não se sabia do castigo mais que provável, o que fizeram? Nada, quando a contratação de kleber falhou o que fizeram? Nada, como é que um clube como o FC PORTO neste momento tão importante da é poça só tem um, repito, um ponta de lança? Porque é que em Janeiro não compraram um jogador que conheça a liga ou fizeram regressar um dos jogadores que tem emprestados? Deus queira que o RADAMEL não se lesione senão então é que vai ser bonito.

Como é que jogadores a jogarem no melhor clube português não conseguem sentir essa responsabilidade e levarem um baile de bola de um clube dito pequeno que luta para não descer? Como é que não conseguem lidar com o facto de ver clubes a frente na tabela e de não conseguirem arranjar forças para os ultrapassar e de deixar tudo em campo? Não estão à altura, xau e adeus vão embora, se jogadores considerados símbolos do clube se andam a arrastar e a deixar andar porque é que os outros que só andam cá sem profissionalismo nenhum a ganhar o deles o iriam fazer? Todos fossem como o RADAMEL FALCAO e não estávamos nesta posição, chegou e logo percebeu a grandeza do clube e em todos os jogos, joga e luta como se fosse o ultimo, mas não se pode ter tudo e nós neste momento não temos nada…

Para finalizar, professor, faça-nos um favor e vá embora antes que o mandem, já fez o que tinha a fazer, que até eu fazia, pois ninguém deu luta nesses anos em que ganhou, pois estava-se mesmo a ver que se houvesse algum clube que desse luta isto ia acontecer, nunca foste bestial para agora seres a besta, mas nunca foste treinador para o nosso enorme clube, sempre foste um CAGÃO e um BURRO, jogas de antecipação e tens sempre azar, um jogo como o de hoje para ainda continuarmos a sonhar não é menos importante que o de terça, ainda tens muito que aprender e uma das coisas que qualquer um te pode ensinar é que não há jogos ganhos por antecipação, primeiro ganha-se e depois fazem-se descansar os jogadores, terça levas outra e vai dizer, se soubesse tinha convocado os melhores, colocado os melhores a jogar e só depois se as coisas corressem como deveriam fazia-os descansar, mas não, enfim…

Poderia estar aqui a enumerar muitas coisas mas, não vale a pena, simplesmente vou ficar a ver o que nos trará o futuro e com muita magoa e tristeza dizer, ADEUS BI-PENTA.

sexta-feira, 5 de março de 2010

F.C.Porto - S.C.Olhanense. Ir ganhando...



Depois do pesadelo de Alvalade só nos resta ir ganhando...Por isso, espero que amanhã os profissionais do F.C.Porto cumpram a sua obrigação, ganhem, se possível com uma boa exibição, uma exibição que ajude a levantar o astral e dê moral para a difícil deslocação a Londres. E não vou dizer mais nada. A bola agora está do outro lado e têm de ser os jogadores portistas a mostrarem que de facto a época ainda não acabou e estão todos com o F.C.Porto...

O árbitro é Cosme Machado - uma imitação foleira de P.Collina -, auxiliado por Alfredo Braga e Henrique Parente.

Convocados do F.C.Porto:
Guarda-redes: Helton e Beto;
Defesas: Bruno Alves, Maicon, Alvaro Pereira, N.André Coelho, D.Addy e Miguel Lopes;
Médios: Guarín, Belluschi, Tomás Costa, Valeri, Ruben Micael e Sérgio Oliveira.
Avançados: Falcao, Mariano, C.Rodríguez e Varela.

Equipa provável: Helton, M.Lopes, Maicon, Bruno e Álvaro, T.Costa, Belluschi e Rúben, Varela, Falcao e C.Rodríguez.

Nota de destaque, a convocatória de Sérgio Oliveira para um jogo da Liga Sagres.

Declarações em jeito de antevisão, de Helton, no Superflash:
Pensar positivo e trabalhar forte
«Foi apenas uma derrota [referindo-se ao jogo frente ao Sporting], nada mais do que isso. No dia seguinte, já estávamos a pensar positivo e a trabalhar forte.»

Campeonato ainda não terminou
«Para nós, o campeonato não termina amanhã. Ainda temos 27 pontos para disputar e vamos continuar a trabalhar. Essa é sempre a melhor resposta.»

Percentagem de sucesso mantém-se
«A percentagem que temos, neste momento, de obter sucesso é a mesma que tínhamos no início da época: cem por cento. É como ver um filme: não saímos 10 minutos antes dele terminar. No campeonato, é igual: vamos trabalhar até ao fim.»

Ser Tetracampeão não é para todos
«Nem todos os que participam no campeonato podem sentir a alegria que eu particularmente sinto, por ter sido Campeão nestes últimos quatro anos. Sabemos que não somos invencíveis, mas, repito, o campeonato ainda não acabou. Estamos a trabalhar para conseguirmos ocupar o lugar que nos é habitual.»

Objectivo é lograr os três pontos
«A nossa expectativa para o jogo frente à Olhanense é a de poder fazer um bom trabalho e lograr os três pontos.»

Coisas do futebol
«O futebol é mesmo assim [referindo-se ao jogo em Alvalade]: há dias em que, mesmo não fazendo o que é correcto, os resultados são favoráveis, e outros em que, mesmo procurando ao máximo fazer o que está correcto, as coisas não saem bem. Foi um dia mau, pois não conseguimos o nosso objectivo maior, mas também há que realçar a atitude do adversário, que esteve bem. Nas poucas oportunidades de que dispôs, conseguiu concluir.»

Sempre bom rever os amigos
«Desde que comecei a trabalhar com o Ventura, sempre o elogiei e acho que ainda tem muito para dar ao futebol português. Duelo não é a palavra mais correcta; chamar-lhe-ia mais um reencontro. Independentemente de quem vá jogar, é sempre bom rever os bons amigos.»

quinta-feira, 4 de março de 2010

SOMOS UM GRANDE CLUBE...



Um clube de sucesso, ganhador e que compete ao mais alto nível. Por isso, quem está, ou é do F.C.Porto, tem de estar preparado para tudo: para a pressão de jogar sempre para ganhar, para as críticas, para os assobios, para os aplausos e até, por mais absurdo que possa parecer, para resistir aos elogios que, às vezes, fazem pior à personalidade e ao carácter que as críticas. Quem não for capaz de aguentar, resistir e depois, quando é necessário, reagir, dando a volta por cima, não pode competir a um nível de exigência como é apanágio no F.C.Porto. E isto serve para todos: dirigentes, treinadores, jogadores e até para nós adeptos, pelo menos para aqueles que vivem apaixonadamente o seu clube.

Pensar que a blogosfera portista, uma espécie de novo espaço de tertúlia, pode perturbar seja quem for no Universo azul e branco do F.C.Porto é redutor, é pensar pequeno. O mesmo para os profissionais que jogam, que se não souberem resistir à pressão, cerrar os dentes, transformar os assobios em aplausos, as críticas em elogios, não têm perfil para jogar no nosso clube. Quaresma serve de exemplo paradigmático do que estou a dizer. Depois de um jogo frente ao Desportivo das Aves, teve algumas reacções extemporâneas e de críticas aos adeptos que o assobiaram. Na altura escrevi sobre isso o que podem ler aqui: capítulo R.Quaresma. Infelizmente, tive razão e passados dois anos Quaresma continua a passar ao lado de uma grande carreira e provavelmente, é o mais certo, não vai ao Mundial - e não é por falta de talento...

Mas, quando refiro os adeptos, é para dizer que nós também temos de estar preparados para a pressão quando as coisas correm mal, para saber perder, no sentido que não podemos ganhar sempre, para resistir à desilusão - por maior que ela seja -, para reagir, lutar, dar a volta por cima e nunca desistir...Se, de facto, somos bons adeptos, adeptos de todos os momentos e não apenas de vitórias...Mas atenção!, sempre com com espírito crítico, pois a crítica, desde que feita com objectividade, com respeito e de forma construtiva, é importante e ajuda.

Aliás e em jeito de conclusão, gostaria de dizer o seguinte: a blogosfera, novo espaço na Internet, é cada vez mais uma realidade que ninguém pode ignorar. Não sei se os responsáveis do F.C.Porto, aqueles que tratam destes assuntos, prestam muita, pouca, ou nenhuma atenção, mas eu se estivesse no lugar deles prestaria. Nesta nova realidade, cada vez mais activa e a crescer a cada dia, há dezenas de blogs que puxam pelo F.C.Porto e nessas dezenas há, seguramente, milhares de portistas que só nestes espaços encontram forma de se expressarem e "falarem" sobre o clube - portistas de todo o país e alguns até de fora do país. Não tendo o F.C.Porto nenhum tipo de apoio a nível da C.Social, onde é discriminado e boicotado quase sistematicamente, pergunto se não seria importante que o clube dissesse e fizesse qualquer coisa para potenciar estes espaços, incentivando-os, promovendo-os, divulgando-os de forma que ao menos na blogosfera o F.C.Porto estivesse na linha da frente? Respeitando os interesses de ambas as partes, acho que poderiam ser estabelecidos "intercâmbios" que seriam úteis para ambos os lados.

PS-
Fica para quem quiser ler, o parecer do Prof.Costa Andrade, surripado do blog:

terça-feira, 2 de março de 2010

Contas Mal Feitas...

Terça-feira, Março 02, 2010

CONTAS MAL FEITAS




Nos cofres da SAD do FC Porto já entraram esta temporada 17,9 milhões de euros pela presença nos oitavos-de-final da Champions. Aos 12,5 milhões pelos prémios de participação é preciso somar os 5,4 correspondentes ao "market pool" para Portugal (direitos televisivos), que este ano vão na totalidade para os portistas.

in OJOGO



http://souportistacomorgulho.blogspot.com/



Não são 17,9 , mas sim 19,7 milhões de euros. Parece pouco, mas são mais 1,8 milhões, quase tanto como o Benfica arrecadou na Liga Europa e também quase metade das comissões que o F.C.Porto paga a intermediários.eheheh

Ou seja, só por colocar lá os pés, mesmo que perca os 6 jogos do grupo por 10-0, arrecada 7,1 milhões de euros. O vencedor da Liga Europa não chega a 6 milhões.

Sem estas receitas, vamos habituar-nos outra vez às contas de merceeiro e não à "novo rico".